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Feliz 2019



Domingos Oliveira de Sousa


Sei que a comunicação produzida pela grande imprensa se encontra na região sudeste do Brasil, sobretudo pela cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Sei também que o tratamento que a região nordeste é tratada como um lugar só. Parece que é um espaço singular, contudo é plural.

A comunicação social trata no singular: Nordeste. Não a região Nordeste. A impressão cabe a nós nordestinos repetidores de um discurso que não é nosso. De um Brasil, que só nos oferecem as migalhas. Chegou para o nordestino é por que não tem nenhum utilidade por lá. Ou seja, somos tratado como rebotalho. Fora os programas de televisão que expressamente deporta o nordestino que se encontra lá como um exemplo de solução dos problemas sociais que os próprios criaram.

Nós não somos xenófobos, mas deveríamos colocar uma placa no aeroporto, na rodoviária, na estação marítima, ou na própria rodovia: “Deixe o seu racismo, discriminação e preconceito em sua casa ou acabe com ele.  Aqui já temos de sobra. Não venha engrossar esta estupidez”. Vale também para a homofobia e o turismo sexual, violência a mulher e afins.

Esta seria uma campanha para quem se encontra aqui e também para quem deseja conhecer esta cidade.  O município de Salvador é o que tem de mais importante nesta cidade. É ele que faz ser a cidade como ela é. Tem o mar, o vento, o sol, o sal, a areia, o verde, coqueiral, as ondas, as espumas da ondas, mas sem esta população não teria este sorriso franco diário. A riqueza desta terra é verdadeiramente o munícipe.

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Domingos Oliveira de Sousa [1] Quando se fala em professor, lembro da Professora Norma. Foi a minha primeira professora no Colégio Nossa Senhora da Boa Viagem. Fui alfabetizado em casa. Minha mãe não apenas cuidou da minha alfabetização, mas de cunhados e cunhadas.  Sei que ela sempre foi minha educadora. Cuidou também da minha formação moral. A professora Norma era chamada de Norminha. Muito certamente pela idade era responsável por uma turma de 1º ano do fundamental. Ainda no fundamental, lembro do professor Benedito. Professora Norma ainda continua viva. Sei por que vez por outra a vejo perto da casa da minha mãe. Professor Benedito, eu não sei. Foi ele que me apresentou a gramática normativa. Apresentou também O Cabeleira de Franklin Távora. Foi um dos livros que comecei a fazer análise sintática. Isto de alguma forma me ajudou muito a compreender a gramatica sintagmática no curso de Letras na UFBA (Universidade Federal da Bahia). Professora Lúzia também é uma ...