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“É barril!: ódio e o medo”

      Domingos Oliveira de Sousa

Os  vários percursos de intolerância estão caminhando para urna. O ódio e o medo tem tomado conta do discurso da população no momento de votar. Eis a questão. De uma lado o ódio e do outro o medo. A população vai se assustando com as declarações do candidato a presidente do Brasil.


Não se trata agora de ser feliz. Se trata agora é de não se morto, de apanhar na rua por pensar diferente. As nuances de uma ditadura já se encontram em nosso cotidiano. A linguagem de ameaça já se concretiza. O segundo momento é tornar isto em algo oficial.


Se a ideia for da impressão da lei e da ordem já se perdeu a medida. É perceptível o medo de forma escancarada por diversos discursos. Ventila-se a ideia de fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). Fala-se em deportar os petistas; uma vez a vitória do discurso da raiva se concretize.


Muito já dizem com uma senhora contundência. Não se trata em votar no PT (Partido dos Trabalhadores). Trata-se em manter as possíveis fagulhas do estado de direito democrático; uma vez que este se encontra esvaindo-se por algum tempo.


“É barril”! E ao que parece, já começou a derramar sua cólera. Não apenas com a morte do Moa do Katende, mas também com uma série de anônimos/as que estão perdendo suas vidas, apanhando, sendo insultados/as. Vale ressaltar  a ministra do Supremo Tribunal Eleitoral. Há uma linguagem muito baixa no tocante ao tratamento respeitoso que as pessoas merecem, e, ao mesmo tempo um discurso superficial, quando não preconceituoso a todos que não estiverem  dentro de uma norma de um olhar torto sobre o mundo e sobre as pessoas como são e como gostam de ser.

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