Avançar para o conteúdo principal

Patriotismo à brasileira


   
Vejo a bandeira brasileira presa aos carros durante a copa do mundo. Algumas impressões passaram muito rapidamente: a primeira é que durante o período  das eleições não se vê tantas bandeiras nos carros, nas janelas, nas portas, nos muros, tanto quanto nas camisas dos brasileiros/as. Tem muita gente que não vai votar; ou vota nulo ou vota em branco. Não se usa o verde e o amarelo no dia de eleição normalmente. Esta é um um ponto de vista.
A segunda angulação diz respeito a primeira: será que a ideia de nação e esse patriotismo  se encontra no futebol? outra modalidade desportiva vencedora?
Eis que! Somos brasileiros  no momento da vitória, em algo que faça nos distinguir de outros povos,culturas e histórias.  Do mesmo modo, a impressão dada é que  não conseguimos conviver com a derrota. Lembro quanto à seleção brasileira perdeu para a Itália, entre outras derrotas. O patriotismo foi-se do mesmo modo que veio. Os torcedores enfurecidos lascaram a bandeira,  acabou-se o samba; a prosa ganhou um rumo belicoso. O vizinho que tinha pintado a bandeira no chão da rua começou a destruir a sua obra de arte. Outros falaram mal dos atletas bem como do narrador do jogo. Enfim, nada prestou mais. Será que somos patriotas?

Comentários

Mensagens populares deste blogue

STF define a suspeição de Moro

CORONAVÍRUS: GOVERNO FEDERAL ATUALIZA NÚMERO DE VÍTIMAS E INFORMAÇÕES DO...

Dia de Professor: algumas lembranças ...presente.... passado.... Não sou chegado a datas, mas sei que é importante perceber quem eu era e quem eu sou!

Domingos Oliveira de Sousa [1] Quando se fala em professor, lembro da Professora Norma. Foi a minha primeira professora no Colégio Nossa Senhora da Boa Viagem. Fui alfabetizado em casa. Minha mãe não apenas cuidou da minha alfabetização, mas de cunhados e cunhadas.  Sei que ela sempre foi minha educadora. Cuidou também da minha formação moral. A professora Norma era chamada de Norminha. Muito certamente pela idade era responsável por uma turma de 1º ano do fundamental. Ainda no fundamental, lembro do professor Benedito. Professora Norma ainda continua viva. Sei por que vez por outra a vejo perto da casa da minha mãe. Professor Benedito, eu não sei. Foi ele que me apresentou a gramática normativa. Apresentou também O Cabeleira de Franklin Távora. Foi um dos livros que comecei a fazer análise sintática. Isto de alguma forma me ajudou muito a compreender a gramatica sintagmática no curso de Letras na UFBA (Universidade Federal da Bahia). Professora Lúzia também é uma ...