Nunca, “ As quatro estações”, de Vivaldi fez tanto sentido como faz agora. As praças e ruas repletas de folhas caducas, amareladas, resecadas pelo um sol de Outono. Um vento frio vai nos acompanhando por todo o momento e movimentando as folhas para um lado e para outro. O Inverno se aproxima. Todos já sabem, menos os que chegam por aqui, estão ainda com a sensação térmica do seu espaço geográfico. Primavera e Verão, pensamos que conhecemos, talvez, por isso, saibamos conviver com temperatura altas.
Quando Pêro Vaz Caminha fazia sua carta, a nudez foi um dos pontos principais. É compreensível entender o que as estações mais frias podem construir nas culturas dos homens. O português foi descrendo e ao mesmo tempo se despindo perante ao leitor que futuramente receberia a sua carta, o Rei, D. Manuel, e hoje é fácil constatar basta comprá-la em qualquer livraria terá o registro de nascimento do Brasil. Pêro Vaz Caminha vai se deliciando com as curvas e asseio das índias de Coroa Vermelha, e em detalhes tratou de descrevê-las enquanto elas se banhavam.
As mulheres daqui não nos permitem fazer tal etnografia, o corpo está por todo coberto de roupas e mais roupas, cachecol, luvas, botas e sapatos. Restam-lhes um sorriso que ainda não tem uma interpretação tão precisa o qual mereça sentido. O andar reto, as curvas não dobram. Algumas mais resistentes ao frio, usam calça com cintura baixa. A barriga fica de fora, percebe-se que há uma influência externa, muito certamente da França, a blusinha fica justa ao corpo, mas, então, aquele casaco enorme fecha-se e o pequeno espectáculo se encerra.
Há algo na alimentação que merece um estudo de cientistas da alimentação: nutrição e etc. As mulheres quando novas: pernas finas, corpo magro, há uma beleza que se uniformiza ao padrão ideal de beleza, isto é, mulheres magras, Mas, com o passar do tempo, elas engordam, e como engordam. Não temos notícias de farinha, ou de carne em demasia, entretanto as mulheres saem da condição de modelo fatal, de tal forma cai por terra a auto – estima, esquecem do batom, de cuidados consigo mesmas, que se tornam pouco admiráveis. Se são belas, é em outro sentido. Andam de lado, balançando o corpo de um lado para o outro. Fica algo esquisito olhar para uma jovem magrinha e pensar que no futuro ficarão redondos que perderão o compasso das pernas.
Uma marca do homem português é os bigodes. Eles são um traço cultural. Os mais velhos se deixam envelhecer, usam roupas envelhecidas, quando não lascadas, fedidas, ou ainda, sem o devido asseio, fumam desde de jovens. Os mais novos também fumam tanto em ambientes fechados e ambientes abertos. Não há aquela geração saúde, que evita o tabaco, como forma de evitar um futuro câncer de pulmão e doenças afins. Se eles soubessem, que o cigarro é uma criação índios que tantos ficaram a civilizar. Pensariam duas vezes na herança do seu colonizado ou sabem e se deixaram assimilar por tal hábito.
Dizem que não são simpáticos. Nos não podemos concordar com tal afirmação, eles e elas são ríspidos. Parecem grossos, contudo é o jeito deles existirem. Há uma sombra de sujeito heteronomo, entretanto pensamos que se trate de um comportamento português, e sim, Europeu.
Uma das questões da antropologia e dos antropólogos e desejar que o outro sejam igual ao referente, e neste caso, estamos a fazer o inverso. Não acreditarmos que possível transformar o colonizador em colonizado. Estaríamos também praticando um erro tão comum da antropologia feita pelo colonizador, desejar que o outro seja igual a nós, em específico: os brasileiros.
Pêro Vaz tinha e tem toda a razão que homens e mulheres não são chegados a tomar banho. É muito perceptível, os homens com os cabelos desgrenhados pela manhã e as mulheres com um perfume exagerado, não é uma evidência precisa, entretanto passa aquela impressão que o perfume substitui o banho, pior ainda e quando nem perfumes usam. Fica um cheiro insuportável, cheiro é uma palavra diplomática. Fica um fedor, que em Salvador ninguém suportaria.
Há outros espectáculos a serem vistos. Pescam os homens e pescam as gaivotas. Ao que parece, as pescaria das gaivotas tem maiores resultados, flutuam pela foz do Douro, e quando mergulham com muita certeza com algum no bico aparecerão. Tem algo de poético nesta pescaria, as gaivotas sabem aonde estão os cardumes, voam sobre eles, voam aos bandos enfileirados. O vento frio e forte que tanto nos incomoda para às gaivotas serve de descanso para suas asas.
Porto, 02 de Dezembro de 2005
Quando Pêro Vaz Caminha fazia sua carta, a nudez foi um dos pontos principais. É compreensível entender o que as estações mais frias podem construir nas culturas dos homens. O português foi descrendo e ao mesmo tempo se despindo perante ao leitor que futuramente receberia a sua carta, o Rei, D. Manuel, e hoje é fácil constatar basta comprá-la em qualquer livraria terá o registro de nascimento do Brasil. Pêro Vaz Caminha vai se deliciando com as curvas e asseio das índias de Coroa Vermelha, e em detalhes tratou de descrevê-las enquanto elas se banhavam.
As mulheres daqui não nos permitem fazer tal etnografia, o corpo está por todo coberto de roupas e mais roupas, cachecol, luvas, botas e sapatos. Restam-lhes um sorriso que ainda não tem uma interpretação tão precisa o qual mereça sentido. O andar reto, as curvas não dobram. Algumas mais resistentes ao frio, usam calça com cintura baixa. A barriga fica de fora, percebe-se que há uma influência externa, muito certamente da França, a blusinha fica justa ao corpo, mas, então, aquele casaco enorme fecha-se e o pequeno espectáculo se encerra.
Há algo na alimentação que merece um estudo de cientistas da alimentação: nutrição e etc. As mulheres quando novas: pernas finas, corpo magro, há uma beleza que se uniformiza ao padrão ideal de beleza, isto é, mulheres magras, Mas, com o passar do tempo, elas engordam, e como engordam. Não temos notícias de farinha, ou de carne em demasia, entretanto as mulheres saem da condição de modelo fatal, de tal forma cai por terra a auto – estima, esquecem do batom, de cuidados consigo mesmas, que se tornam pouco admiráveis. Se são belas, é em outro sentido. Andam de lado, balançando o corpo de um lado para o outro. Fica algo esquisito olhar para uma jovem magrinha e pensar que no futuro ficarão redondos que perderão o compasso das pernas.
Uma marca do homem português é os bigodes. Eles são um traço cultural. Os mais velhos se deixam envelhecer, usam roupas envelhecidas, quando não lascadas, fedidas, ou ainda, sem o devido asseio, fumam desde de jovens. Os mais novos também fumam tanto em ambientes fechados e ambientes abertos. Não há aquela geração saúde, que evita o tabaco, como forma de evitar um futuro câncer de pulmão e doenças afins. Se eles soubessem, que o cigarro é uma criação índios que tantos ficaram a civilizar. Pensariam duas vezes na herança do seu colonizado ou sabem e se deixaram assimilar por tal hábito.
Dizem que não são simpáticos. Nos não podemos concordar com tal afirmação, eles e elas são ríspidos. Parecem grossos, contudo é o jeito deles existirem. Há uma sombra de sujeito heteronomo, entretanto pensamos que se trate de um comportamento português, e sim, Europeu.
Uma das questões da antropologia e dos antropólogos e desejar que o outro sejam igual ao referente, e neste caso, estamos a fazer o inverso. Não acreditarmos que possível transformar o colonizador em colonizado. Estaríamos também praticando um erro tão comum da antropologia feita pelo colonizador, desejar que o outro seja igual a nós, em específico: os brasileiros.
Pêro Vaz tinha e tem toda a razão que homens e mulheres não são chegados a tomar banho. É muito perceptível, os homens com os cabelos desgrenhados pela manhã e as mulheres com um perfume exagerado, não é uma evidência precisa, entretanto passa aquela impressão que o perfume substitui o banho, pior ainda e quando nem perfumes usam. Fica um cheiro insuportável, cheiro é uma palavra diplomática. Fica um fedor, que em Salvador ninguém suportaria.
Há outros espectáculos a serem vistos. Pescam os homens e pescam as gaivotas. Ao que parece, as pescaria das gaivotas tem maiores resultados, flutuam pela foz do Douro, e quando mergulham com muita certeza com algum no bico aparecerão. Tem algo de poético nesta pescaria, as gaivotas sabem aonde estão os cardumes, voam sobre eles, voam aos bandos enfileirados. O vento frio e forte que tanto nos incomoda para às gaivotas serve de descanso para suas asas.
Porto, 02 de Dezembro de 2005
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