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Natal em Portugal

Este é o terceiro ano que passo o Natal em Portugal e me vejo na obrigação de escrever alguma coisa a respeito desta festa. Meus amigos portugueses em sua grande maioria não acreditam em Deus e isso de alguma me deixa curioso como eles festejam a data do nascimento de Cristo sem a natureza da festa e do aniversariante.

Certa vez, cheguei a dizer que os meus amigos são ateus com Deus. Isso, de alguma forma, provocou algum mal-estar, entretanto não poupei palavras que tratavam do assunto. Culpam Salazar e a forma que a Igreja Católica apoiou o Estado Novo em Portugal. Há, até hoje, um ressentimento pelo o que Salazar junto com a Igreja Católica entre outros sectores da Sociedade portuguesa fizeram contra os próprios portugueses. Tudo que esta associado ao Estado Novo é completamente afastado, maldito, negado, enfim não presta.

Ando pelas ruas da cidade do Porto. Parece que este ano festejarei o final de ano aqui. Vejo que a cidade esta se ornamentando para isso. A iluminação é completamente natalina. As lojas já estão com as vitrinas com temas do Natal, as comidas da tradição do Natal já começam a estar a venda. Enfim, o clima de natalina já está se construindo entre os portugueses.

Mas, os portugueses se reúnem em família. Trocam prendas. Fazem almoços e jantares. Confraternizam-se. Mantêm a tradição Católica sem serem Católicos. Talvez, esta seja a forma mais dissimulada de serem Católicos sem o Estado Novo de Salazar muito um Deus Católico.
Domingos Oliveira de Sousa
Porto, 19 de Novembro de 2007

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Domingos Oliveira de Sousa [1] Quando se fala em professor, lembro da Professora Norma. Foi a minha primeira professora no Colégio Nossa Senhora da Boa Viagem. Fui alfabetizado em casa. Minha mãe não apenas cuidou da minha alfabetização, mas de cunhados e cunhadas.  Sei que ela sempre foi minha educadora. Cuidou também da minha formação moral. A professora Norma era chamada de Norminha. Muito certamente pela idade era responsável por uma turma de 1º ano do fundamental. Ainda no fundamental, lembro do professor Benedito. Professora Norma ainda continua viva. Sei por que vez por outra a vejo perto da casa da minha mãe. Professor Benedito, eu não sei. Foi ele que me apresentou a gramática normativa. Apresentou também O Cabeleira de Franklin Távora. Foi um dos livros que comecei a fazer análise sintática. Isto de alguma forma me ajudou muito a compreender a gramatica sintagmática no curso de Letras na UFBA (Universidade Federal da Bahia). Professora Lúzia também é uma ...